OPALA SEIS CANECOS
Conhecimento e origem
O motor de seis cilindros de 3.8 L (230 pol3) utilizado no Opala deriva da 3a geração do veterano Stovebolt. Tinha por características um bloco leve, e sete mancais no eixo virabrequim. Originalmente destinava-se a alguns modelos da GM Americana, dentre eles: Chevrolet Nova, Impala, Chevelle, Camaro, e alguns utilitários leves.
No Brasil, este motor seguiu passando por várias atualizações e inúmeros aperfeiçoamentos, inclusive após o encerramento da produção do Opala. Logo em 1970, adotou virabrequim de curso aumentado, elevando seu deslocamento para 4.1 L (250 pol3). Posteriormente, ao longo do tempo, recebeu pistões mais leves, bielas mais longas. E nos demais veículos posteriores, injeção multiponto e cabeçote com portas de admissão individualizados.
Para manter a concorrência com o Maverick, a Chevrolet desenvolveu em 1976, o famoso motor 250-S, onde uma preparação mais agressiva era conferida ao motor 4100: Tuchos mecânicos, carburador duplo, comando de válvulas de 250° de duração, lobe center de 109° e levante de 6,5mm e taxa de compressão mais elevada. Com este novo ajuste, a potência saltou de 115 para 153 cv líquidos — uma sensível melhora da performance.
Opcionalmente, havia um 250-S mais agressivo, homologado para a antiga Divisão 1 da Confederação Brasileira de Automobilismo, com taxa de compressão 9,2:1. Havia versões mais comuns do 250 com taxa de compressão de 7,8:1 e 8,5:1, e potências líquidas entre 134 cv a 153 cv, respectivamente.
Este
motor e suas variantes, equiparam também o Chevrolet Omega, os utilitários
Chevrolet Bonanza, Chevrolet Veraneio, as pick-ups
Chevrolet A20, Chevrolet C20 e Chevrolet Silverado, e
alguns utilitários pesados, como o caminhão A60, conhecido como
"canavieiro", neste último com capacidade cúbica elevada para 4.9L.
Gustavo
Marques Pitaluga
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23-02-2009